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  • Leve-me com Você #Resenha

    Leve-me Com Você
    Sinopse

    Uma das grandes autoras americanas conta uma história de amor entre pai e filho.
    Um pai em luto planeja levar as cinzas do filho ao seu lugar favorito, em uma viagem pelas reservas naturais norte-americanas, quando duas crianças cruzam seu caminho e transformam sua vida. Com uma voz poderosa, Catherine Ryan Hyde – que já atingiu o coração de mais de 3 milhões de leitores – fala sobre a perda de um filho e como cicatrizar antigas feridas, tudo com muita ternura e sensibilidade. A força da natureza também se faz presente e encanta a cada página como um enorme e brilhante pôr do sol.

    “ Como se eu inspirasse e tivesse mais espaço que antes no pulmão. Mas não são meus pulmões de verdade. Sinto que tem mais espaço dentro de mim do que costumava ter.”

    Resenha


    “Topa embarcar nessa viagem com a Caveira?”

    Ao responder esta pergunta, não imaginei a verdadeira jornada onde me lançaria e nem tampouco a poderosa ressaca literária onde mergulharia depois. Esse livro traz tanta força dentro de suas páginas calmantes, tantos ensinamentos e tanta doçura que é difícil se recuperar rápido assim que se encerra a leitura. Me vi ( mesmo nunca tendo feito) num verdadeiro Caminho de Santiago de Compostela.   Eu fiquei lendo e relendo várias vezes os quotes que marquei, fiquei me imaginando diante das paisagens descritas, fiquei em estado de luto por ele ter terminado tão rápido, foi difícil desapegar.

    “ Não acredito que o entorpecimento possa durar para sempre.”

    Ainda estou nessa fase ....

    Peço aqui licença para não usar a sinopse  que vocês podem encontrar na internet e sim usar a que vem no fundo do livro, pois para mim é um texto que entrega bem menos do que o utilizado na internet e para mim foi gratificante cada surpresa que experimentei com este livro, desde como o protagonista encontra as crianças até quem ele é. Por isso também vou me ater mais a alguns dados que a outros na minha resenha.

    Primeiro,  esta capa maravilhosa, fico impressionada como a equipe da Darkside cria capas que conversam perfeitamente com o livro. Em Leve-me com Você, me encantei com a escolha de cores, pois além de ser as minhas cores preferidas ( podem conferir no meu instagram e aqui no blog), são cores com simbologias fortes.

    O lilás “ simboliza respeito, dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. Representa o mistério, expressa sensação de individualidade e de personalidade, associada à intuição e ao contato com o todo espiritual.”  O verde é” uma cor calmante que harmoniza e equilibra. Representa as energias da natureza, da vida, esperança e perseverança. Simboliza a renovação, fertilidade, crescimento e saúde. “ (site significado da cores).  Eu, como dentista, sei da importância de acalmar o paciente e estas cores estavam presente fortemente em meu consultório.

    Segundo, o livro é uma ode ao amor paternal, algo que vemos pouco em livros, que normalmente enaltecem o amor maternal. Além de apresentar as grandes contradições que o homem vive, suas falhas, suas dores, seus conflitos, seus pecados, suas perdas.

    “ Todo mundo anda por ai perdendo as melhores coisas por não querer que nada de ruim aconteça. Mas, quando uma coisa ruim tem que acontecer, simplesmente acontece. De qualquer jeito. Por mais que você tome cuidado.”

    Terceiro, que não podia existir um título melhor para esta obra-prima...

    August sempre passou seu verão em um motor home cruzando os Estados Unidos com a família, descortinando paisagens e desbravando trilhas até o dia em que tudo muda nessa dinâmica familiar e rotineira e ele precisará de muita força para seguir em frente e não ceder à depressão.

    O livro apresenta essa jornada dele acompanhado de duas crianças que mal conhece e como elas transformaram sua vida provocando uma avalanche de sentimentos. Dividido em quatro partes que fecham seus ciclos de forma suave e emocional: a gente chora, a gente sofre, a gente torce, a gente se exalta, a gente quer fazer justiça com as próprias mãos.

    Mas quem somos nós para julgar e dar um veredicto?

    Somos homens que muitas vezes queremos algo que não é para ser nosso, somos homens que sentimos que podemos fazer mais que o outro por diversos motivos,  somos seres humanos, mas não somos insignificantes. Somos um grão de areia num Universo grandioso mas ao mesmo tempo somos únicos e especiais e é isso que o livro fez comigo, me fez sentir um grão de areia único e inigualável que pode ser levado pelas marés ou pode  ficar quieto na beira da praia ... simplesmente Estar onde quer que esteja.

    “ Era mais sobre estar do que fazer. Quando você encontra um lugar de que gosta, simplesmente fica lá.”

    Precisamos valorizar as diferenças e cada um do jeito que é e viver cada momento como se fosse o único.

    Saber que a própria escritora faz trilhas e viagens deste tipo, tornou tudo mais real ainda.
    Estou apaixonada e sou uma viciada sem recuperação que quer mais livros desta escritora na estante.
    6/5 estrelas


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